18° Domingo
Tempo Comum (A)
Mateus 14,13-21

Referências bíblicas:
Primeira leitura: Is 55,1-3
Segunda leitura: Rm 8,35.37-39
Evangelho: Mt 14,13-21
O pão é para todos e todas
Enzo Bianchi
A vida de Jesus está estreitamente ligada à daquele que foi o seu mestre, João Batista, definido por ele como “o maior entre todos os nascidos de mulher” (Mt 11,11).
Jesus iniciou o seu ministério público logo depois que João foi preso (cf. Mt 4,12), quase como que recolhendo o seu testemunho. Agora, tendo recebido a notícia da morte violenta de João, ele sente a necessidade de se retirar e vai de barco para um lugar deserto. Não se trata de uma fuga, mas sim de uma pausa necessária para meditar sobre aquele evento em solidão e para chegar a discernir o seu significado diante de Deus.
Mas as urgências da vida logo reaparecem no horizonte de Jesus. As numerosas multidões, que ficaram sabendo da sua partida, seguem-no a pé, contornando o lago da Galileia: o seu desejo de estar com ele parece não admitir dilações…
Jesus não tarda em sair ao seu encontro, talvez sentindo ainda mais a responsabilidade por essas pessoas, dado o vazio deixado por João. Como já havia acontecido com ele, ao ver as multidões, ele treme de compaixão e cuida particularmente dos doentes.
A necessidade dessas “ovelhas sem pastor” (Mt 9,36) leva Jesus a agir concretamente por elas: mais uma vez, ele se comporta como “homem para os outros”, fazendo o que está ao seu alcance para dar paz e consolação a quem está cansado e oprimido (cf. Mt 11,28).
Quando a noite cai, os discípulos pedem a Jesus que se despeça das multidões, para que, saindo daquele lugar deserto, se dirijam aos vilarejos vizinhos para comprar comida. Jesus, porém, os pega de surpresa e os chama a converter o seu olhar, respondendo: “Eles não precisam ir embora”. Os discípulos já deveriam saber que a comunhão com Jesus é fonte de vida abundante, que escutá-lo significa comer coisas boas, de acordo com as palavras do profeta (cf. Is 55,3). Portanto, se aderissem com plena confiança a ele, poderiam compartilhar aquilo que têm e fazer o que ele pede: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.
Mas a reação dos discípulos – aparentemente ditada pelo bom senso: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes” – mostra, na verdade, a sua incompreensão, cujo verdadeiro nome é “pouca fé”, aquela doença do coração várias vezes repreendida por Jesus (cf. Mt 8,26; 14,31; 16,8; 17,20)…
Então, é o Senhor mesmo quem toma a iniciativa, mandando que os discípulos tragam os poucos pães e peixes disponíveis e que as multidões se sentem na grama. Assumindo o sentimento de Deus, o Pastor misericordioso cantado no Salmo 23, Jesus está prestes a renovar o banquete pascal vivido por Israel no deserto (cf. Ex 12-13), está prestes a preparar o banquete messiânico profetizado por Davi (cf. 2Sm 6,19) E essa recapitulação da história da salvação é realizada através de gestos simples e cotidianos, que conhecemos bem: “Pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões”.
São os mesmos gestos feitos por Jesus na última ceia (cf. Mt 26,26), aqueles gestos à vista dos quais os dois discípulos a caminho de Emaús o reconheceriam como Ressuscitado (cf. Lc 24,30-31), aqueles gestos que nós repetimos no coração de toda a celebração eucarística: são a síntese de toda a vida de Jesus, gasta e entregue até à morte por amor aos homens e mulheres.
Eis a grande realidade contida nesse sinal da partilha dos pães e dos peixes: assim como Cristo entregou a sua vida pelos homens e mulheres, assim também todo cristão, seu discípulo, deve dar a vida pelos irmãos…
“Todos comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram ainda doze cestos cheios”, tantos quantas as tribos de Israel, cheios “dos pedaços que sobraram”. O dom de Jesus é superabundante, ele é o profeta que faz sinais muito maiores do que os de Eliseu (cf. 2Rs 4,42-44), é o Messias prometido a Israel e a toda a humanidade, como aparecerá na outra multiplicação dos pães, realizada por ele nas fronteiras do território pagão (cf. Mt 15,32-39).
E, acima de tudo, Jesus se parece cada vez mais com o Messias “manso e humilde de coração” (Mt 11,29): ele, que também é menor do que João por ter nascido depois dele, é o maior no reino dos céus ( cf. Mt 11,11); é ele quem cuida de nós, dando-nos a sua vida e pedindo que assumamos os seus sentimentos.
A multiplicação dos pães
Raymond Gravel
Depois do discurso em parábolas sobre o Reino, temos agora gestos concretos que mostram o poder do Reino, com o qual os discípulos devem se comprometer, desde já, para que possa se realizar plenamente. O primeiro gesto é o da multiplicação, ou melhor, da partilha do pão. É um gesto tão importante que é contado seis vezes nos evangelhos. Mas, cuidado para não tomar o relato de Mateus ao pé da letra, pois trata-se de um acontecimento teológico e seria ruim tomá-lo como algo que teria acontecido na vida do Nazareno. É o que diz o francês Noël Le Bousse: “Ninguém duvida que Jesus teve poderes miraculosos. Limitada a essa constatação, a multiplicação dos pães não passaria de uma história. Ela torna-se um acontecimento rico de sentido graças às luzes da tradição evangélica que o enriquecem com toda a experiência bíblica: Jesus é o profeta que renova o milagre da Igreja. Ele é o pastor do Povo de Deus que alimenta os seus com um maná novo no deserto de um novo Êxodo, o da aventura da fé cristã. Ele realiza esta missão pelo dom da Eucaristia. Ele é a Sabedoria de Deus que alimenta os doentes e os famintos, sem que tenham necessidade de comprar para comer (cf. Is 55,1-3). Tudo isso não cai do céu. A multiplicação dos pães é confiada aos discípulos. Ministros da Palavra, da caridade ou da Eucaristia, eles aprenderão a olhar para as multidões com o olhar de compaixão de Jesus”.
Mas que mensagens podemos tirar das leituras de hoje?
1. “Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14,16)
Eu não sei se compreendemos toda a responsabilidade que temos como discípulos do Cristo ressuscitado. A Eucaristia, pois trata-se da Eucaristia… as próprias palavras nos remetem a isso: “Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões” (Mt 14,19), a Eucaristia, portanto, não é somente a reunião dominical em que o padre consagra o pão e o distribui aos participantes, que voltam para suas casas após um ato de devoção… Não! A Eucaristia só tem sentido se, participando dela, tomamos consciência de que nós devemos colaborar de duas maneiras:
1) Devemos trazer e dar o que temos, mesmo que seja pouco: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes” (Mt 14,17). Talvez não seja muito, mas é o suficiente e mesmo necessário para que o gesto da multiplicação e da partilha possa se realizar, porque Cristo não pode fazer nada sem nós. Os números cinco e dois marcam a falta, mas os dois somados formam o sete, a perfeição.
2) Devemos estar dispostos a partilhar o que temos e o que trouxemos. Nós temos a responsabilidade de distribuir o pão, de partilhá-lo, para que os famintos do mundo sejam saciados: “Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões” (Mt 14,19). Mais uma vez, Cristo não pode fazer nada se os discípulos não distribuem o pão partido e oferecido.
2. “Só temos aqui cinco pães e dois peixes” (Mt 14,17)
O pão é o símbolo do trabalho humano. Ele tem sua importância em todas as culturas; significa a contribuição humana na transformação do trigo que se torna alimento dos humanos. O peixe também tem sua simbologia, pois a cena contada se passa perto do Lago da Galileia, onde os primeiros discípulos eram pescadores. No momento da Eucaristia, o peixe desaparece, mas conserva toda a sua simbologia para designar a Igreja do primeiro século. A palavra grega Ichthys é uma verdadeira profissão de fé cristã no Cristo da Páscoa; cada letra tem seu significado: Iēsous Christos Theou Yios Sōtēr, que significa Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador.
Mas hoje, o que são os cinco pães e os dois peixes? Somos nós, com os nossos talentos, as nossas qualidades e mesmo os nossos defeitos, o que somos, o que possuímos como riqueza, o que temos para dar aos outros. São também a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor. Tudo isso, devemos trazer para partilhar, a fim de saciar os famintos do mundo. Mas quem são esses famintos do mundo de hoje? Quando mais de 2/3 da humanidade sofre de fome, há a fome material, em relação à qual não podemos ficar indiferentes. Mas há muitos outros: as vítimas da guerra, do ódio, da maldade humana; aquelas e aqueles que sofrem de Aids e de todo tipo de doença; as vítimas da injustiça, da intolerância, da desigualdade, do racismo, da opressão e da exclusão. É a todos essas pessoas que o Jesus do evangelho nos diz: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14,16). Nós, talvez, não temos muito, mas o pouco que temos, se o damos gratuitamente, o milagre da multiplicação dos pães se realizará para saciar todas as fomes do nosso mundo.
Eu diria que a missa, a Eucaristia, tem esse preço, se queremos celebrar o Cristo vivo no coração da nossa humanidade. Mesmo o deserto se transformará; florirá. No evangelho, Mateus nos diz que a cena se passa num lugar deserto (v. 13), e na hora da partilha, de repente, há grama para sentar-se: “Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama” (Mt 14,19a). Além disso, nós devemos nos questionar sobre a qualidade das nossas celebrações eucarísticas. Porque se as multidões desertaram das nossas igrejas, talvez devamos nos perguntar se as nossas reuniões realmente matam as fomes do nosso mundo.
3. O Amor
Para celebrar verdadeiramente a Eucaristia, só o Amor em sua gratuidade pode nos permitir fazê-lo. Em sua carta aos Romanos, Paulo, após ter discutido os diversos aspectos da nossa vida nova em Cristo e da nossa esperança, conclui com um hino cheio de emoção, cujo vocabulário sugere o contexto de um julgamento (Cf. TOB, Rm 8,31 nota x). Deus, como um Juiz, ganhou a nossa causa: “O que nos resta dizer? Se Deus está a nosso favor, quem estará contra nós?” (Rm 8,31) O próprio Cristo, como um advogado, intercede por nós: “Quem condenará? Jesus Cristo? Ele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à direita de Deus e intercede por nós?” (Rm 8,34) Então, quem ousará acusar aquele que Deus escolheu? “Quem acusará os escolhidos de Deus? É Deus quem torna justo!” (Rm 8,33) Que obstáculos poderiam derrotar a nossa aventura cristã? “Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8,35a) As primeiras acusações, a primeira série de sete, dizem respeito ao desafio de crer num mundo hostil à fé: “Tribulação? Angústia? Perseguição? Fome? Nudez? Perigo? Espada?” (Rm 8,35b) Todas essas acusações são rejeitadas pelo Amor: “Em tudo isso, somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou!” (Rm 8,37) A segunda série de adversidades é mais temível; sete no total, são as forças invisíveis que fizeram mais de um temer no tempo de São Paulo: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os poderes celestiais, nem o presente nem o futuro, nem as forças cósmicas, nem a altura, nem a profundeza, nem outra criatura qualquer” (Rm 8,38-39a). Por outro lado, mesmo essas forças invisíveis são impotentes diante do Amor: “Nada será capaz de nos separar do amor de Deus por nós, manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,39b).
Concluindo, gostaria simplesmente de partilhar esta bela reflexão sobre o Amor, do século XII, de São Bernardo de Claraval: “O fruto do amor é o amor. Amo porque amo, amo para poder amar. Grande coisa é o amor, contanto que vá a seu princípio, volte à sua origem, mergulhe em sua fonte, sempre beba donde corre sem cessar. De todos os movimentos da alma, sentidos e afeições, o amor é o único com que pode a criatura, embora não condignamente, responder ao Criador e, por sua vez, dar-lhe outro tanto”.
Pão de Deus dado e doado
Ermes Ronchi
Evangelho do pão que trasborda das mãos, dos cestos (Mateus 14,13-21). Sinal a proteger com particular cuidado, narrado por seis vezes pelos Evangelhos, repleto de promessas e profecia.
Jesus viu a grande multidão, sentiu compaixão dela e curou os seus doentes. Três verbos reveladores (ver, sentir, curar) que abrem janelas para os sentimentos de Jesus, para o seu mundo interior.
Viu uma grande multidão, o seu olhar não desliza sobre as pessoas, mas pousa-se sobre no singular, vê-as uma a uma. Para Ele, olhar e amar são a mesma coisa. E a primeira coisa que erguer-se de toda aquela gente e que o toca no coração é o seu sofrimento: e sente compaixão por eles.
Jesus experimenta a dor pela dor do ser humano, é ferido pelas feridas de quem tem à sua frente, e é isto que lhe faz mudar os programas: queria ir para um lugar deserto, mas agora o que dita a agenda é a dor do ser humano, e Jesus mergulha no tumulto da multidão, sorvido pelo vórtice da vida dolorosa.
Primeiro vem a dor. O mais importante é quem padece: na carne, no espírito, no coração. E da compaixão florescem milagres: cura os seus doentes. O nosso maior tesouro é um Deus apaixonado que padece por nós.
O lugar é deserto, há é tarde, esta gente tem de comer… Os discípulos, na escola de Jesus, tornaram-se sensíveis e atentos, têm as pessoas no coração. Jesus, no entanto, faz mais: mostra a imagem materna de Deus que recolhe, nutre e alimenta cada vida, e insta os seus: vós mesmos, dai-lhes…
As emoções devem tornar-se comportamentos, os sentimentos amadurecer em gestos. Dar de comer: «A religião não existe só para preparar as almas para o céu: sabemos que Deus deseja a felicidade dos seus filhos também nesta Terra» (“Evangelii gaudium”, 182). Dai-nos o pão, invocamos nós, dai-lhes, insiste Ele. Uma religião que não se ocupa também da fome é estéril como o pó.
O milagre do pão é narrado como uma questão de mãos. Um multiplicar-se de mãos, mais que de pão. Que passa de mão em mão: dos discípulos a Jesus, dele aos discípulos, dos discípulos à multidão.
Então, abre as tuas mãos. Qualquer que seja o pão que podes dar, não o retenhas, abre a mão fechada. Imita o rebento que se entreabre, a semente que se fende, a nuvem que derrama o seu conteúdo.
Que direito têm os cinquenta mil de receber pão e peixe? O seu único título é a fome. E o pão de Deus, o das nossas Eucaristias, não o empoeiremos nunca na alternativa mesquinha entre pão merecido ou pão proibido: é o pão doado, com o arrebatamento da divina compaixão.
Pão feliz e imerecido, para os cinquenta mil naquele entardecer na margem do lago, para todos nós na margem de cada uma das nossas noites.
Ermes Ronchi
http://www.snpcultura.com
Eucaristia: missão e partilha para que todos tenham Vida
Romeo Ballan, MCCJ
Nas leituras deste Domingo tudo fala de abundância, de gratuidade. Tal é a salvação que o nosso Deus oferece generosamente. a todos. O profeta (I leitura) convida todos a beber água, vinho e leite em abundância, sem dinheiro e sem despesa (v. 1), e promete coisas boas e vinhos suculentos. O salmo responsorial insiste sobre a ternura e a bondade do Senhor que é paciente e misericordioso para com todos, sacia a fome de todo o ser vivente e está perto de quantos o procuram com coração sincero. O Apóstolo Paulo (II leitura) afirma com entusiasmo que nenhuma criatura nos poderá separar do amor de Cristo, porque “nós somos mais que vencedores pela força daquele que nos amou” (v. 37). Um sinal tangível de tal abundância é a multiplicação dos pães (Evangelho), graças à qual muitas pessoas se saciam de pão e de peixe e ainda sobra. A situação inicial de aperto (lugar deserto, falta de comida, a quantidade de gente…) é superada pela compaixão de Jesus para com a grande multidão (v. 14) Ele renuncia mesmo a um tempo de luto pela morte do seu amigo João Baptista (v. 13); ele põe em movimento o seu poder milagroso e de partilha, para que o alimento chegue a todos, com super-abundância.
Jesus envolve os apóstolos na solução do problema: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (v. 16): quer que tomem consciência da situação e procurem com criatividade e audácia soluções possíveis. Sem adiar e sem atrasar! Somente com a lógica da partilha é possível superar grandes problemas tais como a fome no mundo, doenças endémicas… Sem a partilha prevalece a lógica do acumular: até grandes multiplicações de pão acabariam por ficar nas mãos de poucos. Sem a partilha o que fica é o império do egoísmo. Foi à partilha que o papa Bento XVI apelou recentemente por ocasião dos vértices da FAO, dos G-8 e outros, levantando a voz em favor dos pobres da terra, particularmente da Africa, “continente tantas vezes esquecido” e necessitado de desenvolvimento autêntico. (*)
Sobre as areias de Villa El Salvador, na periferia sul de Lima (Perú), o papa João Paulo II encontrou-se com um milhão de pobres, na manhã de 5 de Fevereiro de 1985. Durante a liturgia da Palavra, foi proclamado o evangelho da multiplicação dos pães e o papa fez a sua exortação missionária; ao fim do encontro, visivelmente impressionado. Falou espontaneamente, resumindo assim a sua mensagem: “Hambre de Dios, SÍ. Hambre de pan, NO” (Fome de Deus, SIM. Fome de pão, NÃO). Esta síntese doutrinal deu a volta ao mundo e permanece esculpida no monumento que hoje ali recorda a visita do papa. É uma síntese que explica e sustenta o trabalho missionário: fomentar a fome de Deus e eliminar a fome de pão.
Na multiplicação dos pães vê-se tradicionalmente uma ligação íntima com a Eucaristia, vista sobretudo como o banquete do Pão da Vida que se multiplica e se reparte por todos. A missão também é pão repartido para a vida do mundo. Deste modo, Eucaristia, missão e partilha constituem um trinómio inseparável. A Eucaristia é o banquete dos povos: a missão convoca todas as gentes para este banquete da Vida da Graça e motiva para a partilha fraterna e solidária, para que exista pao sobre a mesa de todos. Nós os cristãos, que nos alimentamos com o Pão da Palavra e da Eucaristia, e com frequência estamos saciados do pão das nossas mesas, somos fortemente interpelados para um maior compromisso missionario em favor do desenvolvimento dos pobres.
Para que todos tenham vida em abundância! (Jo 10:10).