Patti Smith e Irmã Cristina cantam no concerto de Natal do Vaticano

“Quando Bento XVI anunciou a sua renúncia, rezei para que pudéssemos ter um papa de nome Francisco. Pensava que um papa Francisco poderia representar a ideia de um mundo mais preocupado em servir os pobres e com a natureza, assim como São Francisco… E assim foi. Nesse momento, confesso que chorei” (Patti Smith).

A cantora “punk rock” Patti SmithA cantora “punk rock” Patti Smith, que em abril de 2013 se encontrou com o papa Francisco, é uma das protagonistas do concerto de Natal, com fins de beneficência, que o Vaticano organiza em Roma a 13 de dezembro, anunciou a Santa Sé, segundo vários médias internacionais.

Quem convidou a conhecida artista «percebeu bem como a imagética e a atmosfera católica está entrançada no trabalho de Patti Smith, e a urgência da vida e da morte que o seu trabalho representa, que é acerca da salvação e redenção», considera Anthony De Curtis, da revista “Rolling Stone”, citado pelo site “The Huffington Post”.

A Bíblia tem tudo – criação, traição, luxúria, poesia, profecia, sacrifício», disse Patti Smith ao jornal inglês “The Independent”: «Na verdade não interessa qual a tua religião ou se não tens religião; essas histórias continuam a ser relevantes para o que as pessoas atravessam nas suas vidas, e são também passagens belamente escritas».

O encontro de Patti Smith com Francisco, no decorrer da audiência geral das quartas-feiras, foi imortalizado por uma fotografia amplamente difundida, que alguns jornalistas designaram de «o papa e a sacerdotisa do rock».

Segundo vários meios de comunicação, nas breves palavras que trocaram a cantora terá dito ao papa que gostaria de cantar para ele, desejo que agora será concretizado.

«Quando Bento XVI anunciou a sua renúncia, rezei para que pudéssemos ter um papa de nome Francisco. Pensava que um papa Francisco poderia representar a ideia de um mundo mais preocupado em servir os pobres e com a natureza, assim como São Francisco”, declarou Patti ao jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, refere a página do “Globo”.

A poetisa e compositora acrescentou que, quando o fumo branco confirmou a escolha do novo papa, a 13 de março de 2013, rezou «durante uma hora para que o novo pontífice escolhesse o nome de Francisco».

«E assim foi. Nesse momento, confesso que chorei. Estava tão feliz, e por isso prometi que viria ao Vaticano para o ver», explicou Patricia Lee Smith, nascida em 1946 na cidade norte-americana de Chicago.

Entre as 18 atuações previstas para o concerto, que decorrerá perto da Praça de S. Pedro, no Vaticano, e será transmitido pela televisão, encontra-se a filha de Patti Smith, Jesse Paris, e a irmã Cristina, que se tornou conhecida após vencer a versão italiana do “The Voice”, programa de procura de talentos.

Rui Jorge Martins http://www.snpcultura.org