Domingo da Palavra de Deus 2026
APRESENTAÇÃO
Dom Rino Fisichella
Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização
A expressão bíblica com a qual se pretende celebrar a VI edição do Domingo da Palavra de Deus é tirada da carta de São Paulo aos Colossenses: “A palavra de Cristo habite entre vós” (3,16). Recebemos do Apóstolo não um mero convite moral, mas a indicação de uma nova forma de existência. Paulo não pede que a Palavra seja apenas ouvida ou estudada: ele quer que ela ‘habite’, isto é, que se fixe de forma estável, plasme os pensamentos, oriente os desejos e torne credível o testemunho dos discípulos. A Palavra de Cristo permanece como critério seguro que unifica e torna fecunda a vida da comunidade cristã.
Após o Ano Santo, este lema permanece para nós como uma herança preciosa; um convite dirigido a toda a Igreja para recolocar o Evangelho no centro, pois qualquer renovação autêntica nasce da escuta dócil da Palavra. Aceitá-la significa deixar-se acompanhar por Aquele que não engana, porque dá vida e esperança. Ser habitado pela Palavra equivale, em última análise, a permitir que Cristo continue a falar hoje através da nossa vida, para que cada homem possa reconhecer a sua presença que continua a iluminar o caminho da história.
Cada cristão e cada comunidade deverão recuperar a primazia da Palavra de Deus. A sua escuta sincera e profunda é um caminho fundamental para que o homem encontre Deus. Quando se abre espaço para a Palavra, cada um descobre que o Verbo de Deus habita no seu coração, como uma semente que, a seu tempo, germina e dá fruto. Todos nós somos convidados a alimentar-nos do pão quotidiano da Palavra, para depois a transmitir aos irmãos, pois o anúncio brota da abundância do coração, segundo o ditado evangélico: “A boca fala da plenitude do coração” (Mt 12,34; Lc 6,45).
É particularmente significativo que a celebração do Domingo da Palavra de Deus coincida este ano com a celebração da conversão de São Paulo, dia que conclude a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A Palavra que Cristo dirigiu a Paulo no caminho de Damasco tocou profundamente o seu coração, de tal forma que o tornou o grande evangelizador que conhecemos. Hoje cabe a nós fazer com que a mesma Palavra chegue até aos confins da terra, de modo a transformar a vida de todos os povos, habitando no meio de nós.
Talvez o homem que melhor compreendeu a relação entre a Palavra de Deus e a esperança tenha sido um pagão, o centurião romano que, depois de ter suplicado a Jesus que curasse o seu servo doente, diante da disponibilidade imediata do Senhor, se declarou não digno que ele fosse a sua casa e lhe disse: “Diz uma só palavra e o meu servo será curado!” (Mt 8,8). Bastava-lhe uma palavra de Cristo para ter esperança certa na salvação que Ele operou. A fé permitiu ao centurião compreender que o que suscita esperança na palavra de Deus é o facto de ser, precisamente, uma palavra de Deus, isto é, a palavra que Aquele que faz todas as coisas dirige pessoalmente à nossa xddddxxxx necessidade de salvação e de vida eterna. Também Pedro o compreendeu num momento que poderia ter sido de desespero, porque todos tinham abandonado o Senhor e apenas alguns discípulos desajeitados e inseguros tinham ficado com Ele: “Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna” (Jo 6,68). As palavras de Jesus permaneciam para Pedro e os seus companheiros como o último fio de esperança numa plenitude de vida que podiam esperar apenas de Deus. Mas porquê e como a esperança de Pedro, como a do centurião, podia agarrar-se à palavra de Cristo? O que é que dá à palavra do Senhor esta potência, esta solidez que permite
A expressão bíblica com a qual se pretende celebrar a VI edição do Domingo da Palavra de Deus é tirada da carta de São Paulo aos Colossenses: “A palavra de Cristo habite entre vós” (3,16). Recebemos do Apóstolo não um mero convite moral, mas a indicação de uma nova forma de existência. Paulo não pede que a Palavra seja apenas ouvida ou estudada: ele quer que ela ‘habite’, isto é, que se fixe de forma estável, plasme os pensamentos, oriente os desejos e torne credível o testemunho dos discípulos. A Palavra de Cristo permanece como critério seguro que unifica e torna fecunda a vida da comunidade cristã.
Após o Ano Santo, este lema permanece para nós como uma herança preciosa; um convite dirigido a toda a Igreja para recolocar o Evangelho no centro, pois qualquer renovação autêntica nasce da escuta dócil da Palavra. Aceitá-la significa deixar-se acompanhar por Aquele que não engana, porque dá vida e esperança. Ser habitado pela Palavra equivale, em última análise, a permitir que Cristo continue a falar hoje através da nossa vida, para que cada homem possa reconhecer a sua presença que continua a iluminar o caminho da história.
Cada cristão e cada comunidade deverão recuperar a primazia da Palavra de Deus. A sua escuta sincera e profunda é um caminho fundamental para que o homem encontre Deus. Quando se abre espaço para a Palavra, cada um descobre que o Verbo de Deus habita no seu coração, como uma semente que, a seu tempo, germina e dá fruto. Todos nós somos convidados a alimentar-nos do pão quotidiano da Palavra, para depois a transmitir aos irmãos, pois o anúncio brota da abundância do coração, segundo o ditado evangélico: “A boca fala da plenitude do coração” (Mt 12,34; Lc 6,45).
É particularmente significativo que a celebração do Domingo da Palavra de Deus coincida este ano com a celebração da conversão de São Paulo, dia que conclude a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A Palavra que Cristo dirigiu a Paulo no caminho de Damasco tocou profundamente o seu coração, de tal forma que o tornou o grande evangelizador que conhecemos. Hoje cabe a nós fazer com que a mesma Palavra chegue até aos confins da terra, de modo a transformar a vida de todos os povos, habitando no meio de nós.