Festa do Batismo de Jesus (B)
Marcos 1,7-11

Referências bíblicas:

  • 1ª leitura: «Eis o meu eleito, nele se compraz a minha alma» (Isaías 42,1-4.6-7)
  • Salmo: Sl. 28(29) R/ Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
  • 2ª leitura: «Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo» (Atos 10,34-38)
  • Evangelho: «Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu benquerer» (Marcos 1,7-11)

Naquele tempo, João pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.

Morrer para si e viver do Espírito
Enzo Bianchi

Com a festa do batismo de Jesus (Marcos 1, 7-11) conclui-se o tempo litúrgico das manifestações, epifanias, do Senhor. Dado à luz por Maria em Belém, Jesus foi manifestado aos pastores como o Salvador e Senhor, foi manifestado no templo aos pobres de Israel que esperavam o Messias, e por fim foi manifestado aos gentios da Terra, representados pelos magos, como Rei dos Judeus. Agora, mergulhado nas águas do Jordão, manifesta-se como o Filho amado de Deus, que faz ressoar sobre Ele a sua palavra reveladora.

O Evangelho segundo Marcos inicia-se precisamente com o anúncio, da parte de João Batista, da entrada em cena de Jesus: «Vem atrás de mim um que é mais forte que eu». O anúncio é surpreendente e escandaloso: entre aqueles que seguem o Batista como discípulos, há um que na realidade é mais forte que ele, o mestre, o profeta. Entre João e este que vem há mesmo uma relação que não pode sequer ser comparada à existente entre um servo e o senhor a quem aquele desata as sandálias. O Batista reconhece e anuncia sobretudo uma diferença nas respetivas missões: ele imerge na água quantos confessam os próprios pecados, mostrando-se dispostos à conversão; Jesus, por sua vez, mergulhará no Espírito Santo, na própria força de Deus, inaugurando assim os tempos da salvação definitiva, realizada através da efusão do Espírito sobre toda a humanidade.

Eis que aparece o Messias, “ungido” com o Espírito Santo, não com uma unção humana: Jesus, de Nazaré da Galileia. Mas como aparece, como vem? Sendo Cristo, o Filho de Deus, esperaríamos uma vinda repleta de glória, uma manifestação que se impusesse. E em vez disso estamos na presença de uma cena na qual não se evidencia nada de divino. Na longa fila de homens e mulheres que se confessam pecadores e necessitados de purificação e perdão da de Deus, está também Jesus. Ele que é «sem pecado» faz-se solidário com quantos estão em contradição com Deus e com a sua vontade, não se distingue deles gabando como diferença a própria santidade. Não, sem exibições, sem protagonismo, pede a João para ser imergido nas águas do Jordão como os outros penitentes. Mas para Jesus o batismo recebido não coincide com a purificação dos pecados, mas com o início de uma missão precisa de comunhão com os últimos, com os pecadores públicos.

Jesus, cujo nome significa “o Senhor salva”, é conotado através da sua proveniência de Nazaré, povoação da sua família e da sua infância, lugar desconhecido em todo o Antigo Testamento. Por isso será chamado “nazareno”, “aquele de Nazaré”, “o profeta de Nazaré”. Sim, Jesus de Nazaré é um nome humano, humaníssimo, e é talvez por isso que no último século, no interior da espiritualidade cristã e não só, goza de uma sorte privilegiada em relação a outros títulos ou designações: isto não é um desconhecimento da sua divindade, mas responde à necessidade de afirmar a sua humanidade, que é antes de tudo solidariedade connosco, homens e mulheres.

E eis que aquele do qual é anunciado que batiza, é agora batizado, mergulhado por João. Seja dito com clareza: João imerge Jesus no Jordão, mergulha-o nas águas, e assim Jesus é como que imergido na morte, afogado e depois erguido, arrancado ao vórtice que submerge. É assim que Jesus desce, alcança o mais baixo do que é baixo, o último lugar que nunca lhe será tirado.

Não podemos esquecer que esta primeira manifestação pública de Jesus surgiu como escandalosa para os primeiros cristãos, que, aclamando-o na fé como Kýrios, Senhor, temiam que neste acontecimento fosse percecionado como inferior ao Batista. Deste modo, progressivamente, deixar-se-á de recordar o facto de que foi João a imergir Jesus (como se Ele se tivesse autoimerso). Não é por acaso que, no Evangelho segundo Mateus, Jesus é apresentado como aquele que tem de convencer o Batista a mergulhá-lo, vencendo a sua hesitação: «Deixa fazer por agora, porque convém que cumpramos toda a justiça».

É precisamente nesta condição “baixa” que acontece para Jesus uma manifestação de Deus, uma teofania. Enquanto sobe da água, vê os céus rasgados e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. Vê o que os outros não veem, recebe uma revelação que aos outros permanece oculta. Os céus rasgaram-se sobre Ele, Jesus tem plena comunhão com Deus, a Terra e o Céu estão em comunicação. É restabelecida a comunhão entre Deus e a humanidade depois que, segundo a tradição judaica, os céus se tinham fechado com o fim da profecia pós-exílica (século V). E precisamente nesses céus abertos Jesus vê o Espírito de Deus – o Espírito que muitas vezes tinha descido sobre os profetas, o Espírito que constituía a unção do Servo-Profeta anunciado por Isaías – descer sobre Ele como uma pomba.

A invocação tantas vezes elevada a Deus pelos crentes de Israel – «se Tu rasgasses os céus e descesses» – é finalmente respondida, e aqui essa resposta é-nos narrada em primeiro lugar através da imagem do voo doce e pacífico de uma pomba. E nas mesmas páginas de Isaías lê-se: «Onde está aquele que tirou das ondas o pastor do seu reba­nho? Onde está aquele que pôs no meio deles o seu santo espírito?». É por isso que Jesus recebe o Espírito no momento de sair das águas. O Espírito que desce sobre Ele é o mesmo Sopro que pairava sobre as águas da primeira criação, e desce agora sobre Jesus, que se torna a Morada, a “Shekinah” de Deus.

A ação de Deus, mediante a imagem da pomba, é acompanhada pela palavra pronunciada pela voz que chega do céu: «Tu és o Filho meu, o amado; em ti pus o meu comprazimento». Depois de ter visto, Jesus escuta uma voz que lhe diz antes de tudo: «Tu és o Filho meu, o amado». É a palavra que revela Jesus na sua identidade mais profunda, palavra que Jesus deverá interiorizar na sua vida humana para responder plenamente à sua vocação, à sua missão, mas antes de tudo à sua verdade. Nesta declaração de Deus, que chega a Jesus através do Espírito Santo, ecoam numerosas declarações de Deus atestadas nas Escrituras de Israel: «Tu és o Filho meu, hoje te gerei»; «Eu serei para Ele pai e ele será para mim filho».

Esta voz implica a paternidade de Deus sobre Jesus e especifica que Ele é o único Filho, o Filho amado, como era Isaac para o seu pai Abraão. Um Filho que, diferentemente de Isaac, não será poupado ao sacrifício porque – como dirá Jesus – os vinhateiros pérfidos, ao verem o Filho amado, não o pouparão, como desejava o Pai, mas matá-lo-ão e lançá-lo-ão para fora da vinha. Eis portanto o Filho amado de quem o Pai se compraz, porque é como o Servo no qual Ele pôs o seu Espírito, o Servo eleito, escolhido, e no entanto rejeitado…

Esta primeira cena da vida de Jesus no Evangelho segundo Marcos está situada significativamente em ligação com o batismo último e definitivo, que Jesus conhecerá como cumprimento da sua missão. Não é por acaso que Ele interrogará os discípulos Tiago e João, perguntando-lhes: «Podereis ser imergidos nas imersões nas quais Eu estou imerso?». A imersão nas águas da morte, da rejeição e da traição, Jesus vivê-la-á na sua paixão, que será a sua epifania sobre a cruz: Jesus crucificado entre dois pecadores, em plena solidariedade connosco, humanos, tal como começou o seu ministério. Então, quando os céus parecem fechados, ao seu expirar rasga-se o véu do templo, porque o Santo dos santos, o lugar da presença na Terra, do diálogo definitivo entre Terra e Céu, é precisamente Ele, Jesus. O véu rasgado é o sinal de que todo o ser humano poder ter comunhão com Deus através do corpo de Jesus, corpo dador de Espírito e de vida.

Nesta festa do batismo nós, discípulos e discípulas de Jesus, somos conduzidos a considerar o nosso Batismo não só como acontecimento que marca o início da vida cristã, mas como dinâmica quotidiana que nos pede, no seguimento de Jesus, que morramos para nós próprios e vivamos do seu Espírito. Desde já cada um de nós, graças ao Espírito Santo efundido nos nossos corações, Espírito com o qual fomos “ungidos” e tornados cristãos, isto é, “messiânicos”, pode dirigir-se a Deus balbuciando: «“Abba”, Pai» e sentir-se por Ele amado. E Deus tem uma só e única palavra em resposta aos nossos gemidos e à nossa invocação: «Tu és amado, amada». É esta palavra que nos sustém e nos faz andar com esperança para a imersão da morte.

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A Festa do Batismo do Senhor constitui uma espécie de ponte entre o ciclo natalino e o tempo comum, ajuda-nos a fazer uma retrospectiva do que foi vivido e celebrado na Liturgia do ciclo natalino e epifânico, mas também nos coloca na expectativa de todo o ano litúrgico cujo objetivo é apresentar a revelação, para o conhecimento e adesão à pessoa de Jesus. O Batismo do Senhor, no esquema original da pregação (kerigma) dos Apóstolos, é o ponto de partida: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João” (2ª Leitura). Por isso, é apresentado como o início de sua vida pública, de sua missão como ungido (Cristo) de Deus e Salvador da humanidade. Cada evangelista, de acordo com a sua respectiva intenção teológica, sublinha aspectos diferentes deste acontecimento, o que não significa que incorram em contradição. Cada um destaca aspectos importantes e complementares: Mateus, reportando o diálogo entre Jesus e o Batista, sublinha que o Cristo é aquele que cumpre toda a justiça: “Deixa estar por enquanto, pois assim nos convém cumprir toda a justiça. E João consentiu” (Mt 3,15). Na narração de Lucas, coerentemente com outros momentos no seu evangelho, vemos o Jesus orante: “Jesus foi batizado, Ele achava-se em oração”. Jesus é o Filho orante, pois essa é a experiência que mais revela e fortalece a sua comunhão com o Pai.
Marcos, texto usado no hodierno ano litúrgico, de forma sucinta e direta, mostra que com Jesus a obra de Deus é recriada; reabre-se o paraíso e toda criação é reconciliada: “Vivia entre as feras e os anjos o serviam” (Mc 1,13). Contudo, mesmo sendo a narração mais curta, nela aparecem os elementos fundamentais e comuns a todas as outras narrações evangélicas, isto é, Jesus que entra e sai das águas, os céus que se abrem e a voz do alto que se faz ouvir.
O batismo como rito não é um acontecimento exclusivo relacionado a Jesus. Pois antes de Jesus ser batizado, muitos já tinham sido batizados por João Batista. Daí surge a pergunta sobre o significado e finalidade do batismo de acordo com a realidade de cada batizando. Podemos, assim, falar de uma evolução teológica do significado do batismo de João Batista, do batismo de Jesus e do batismo cristão, cuja origem está no mandato do próprio Senhor (cf. Mc 16,16). João Batista batiza para preparar a chegada do Messias; o povo que vem se batizar é chamado a entrar na dinâmica do arrependimento a fim de apressar a chegada do enviado de Deus. Uma vez que o Messias chegou, cumpriu-se a justiça como prática do precursor, ele encerra propriamente a sua missão. Porém, deve batizar o Messias cujo batismo não tem mais o significado anterior. Jesus não se batiza para apressar a vinda do Messias, nem muito menos para receber o perdão dos pecados.
O batismo de Jesus é a proclamação pública de que ele é verdadeiramente o anunciado das promessas messiânicas veterotestamentárias, porém, um messias que supera todas as expectativas do seu tempo. Jesus não é apenas um enviado de Deus, um ungido especial, mas ele é o Filho amado do Pai como proclama o evangelho: “Tu és o meu Filho amado…”.
No Batismo de Jesus se anuncia a nova criação apresentada simbolicamente à luz da primeira criação (Gn 1). Como no início de tudo, havia o cenário das águas, agora Jesus irrompe das águas do Jordão. Se no princípio o Espírito de Deus pairava sobre as águas, agora o mesmo Espírito desce sobre Jesus. A primeira criatura chamada à existência foi a luz, agora na nova criação não aparece um ser criado, mas o primogênito que é o Filho amado do Pai. Pois tudo foi criado por ele, e para ele.
Por fim, vale salientar que há também uma distinção fundamental entre o batismo cristão, o batismo de João e o batismo de Jesus. Nenhum desses dois últimos tinha eficácia de tornar o batizado filho de Deus, participantes da nova criação. O rito de João Batista preparava, mas não realizava; o batismo de Jesus não o fez filho eterno do Pai, pois já o era desde sempre. Contudo, o batismo cristão, o mandato de Jesus após a sua ressurreição, mergulha o batizando na realidade da Trindade e faz do batizado um filho amado do Pai.
Celebrar a Festa do Batismo do Senhor, mais do que recordar um acontecimento importante da vida de Jesus como divisor de águas para a sua missão, nos ajuda a tomar consciência de que o nosso batismo também deve ser vivido na sua qualidade de descontinuidade, ou seja, rompimento com o caos (pecado) e compromisso com a vida nova que nos faz participantes da nova criação, iniciada com o batismo do Filho amado do Pai, no qual somos também filhos seus.

Dom André Vital Félix da Silva, SCJ
https://www.dehonianosbre.org.br

A pré-história do rito batismal

Quando temos de participar de algum evento importante, à noitinha, após um dia de trabalho, passamos em casa para tomar um banho e vestimos uma roupa adequada à ocasião. Isto nos renova e muda completamente a nossa disposição! Esquecemos então as preocupações com o trabalho e entregamo-nos ao evento com toda a liberdade de espírito. Pondo de lado qualquer anacronismo, é numa prática deste tipo que o batismo se inspira. Este ritual do banho renovador encontra-se um pouco em toda parte, entre as antigas tradições. Mas, na Bíblia, ele ganha novas dimensões: de fato, conserva a memória de muitos relatos fundadores. A começar pelo capítulo 1 de Gênesis, onde vemos o abismo primordial, a massa d’água sem margem alguma, representando o nada. Desde já podemos pressentir que o nosso batismo comportará um aspecto de criação: surgirá com ele uma realidade que ainda não estava ali. Com o dilúvio, ficamos sabendo que o pecado, ou seja, a recusa de se construir a imagem de Deus, provoca o retorno ao nada inicial. De fato, não podemos ser outra coisa, senão imagens de Deus. Este nada é, no entanto, atravessado de alguma forma, e uma nova humanidade surgiu com o recuo das águas. E temos agora a travessia do mar Vermelho e do Jordão: a passagem da escravidão à liberdade, a criação de um povo novo sobre uma terra nova. «Passaram-se as coisas antigas; eis que se fez realidade nova», diz Paulo em 2 Coríntios 5,17. E aí, estamos no tema da nova criação no Cristo, onipresente no Novo Testamento. E que é para se levar a sério.

O batismo de Jesus

Poderíamos pensar a priori que Jesus não tem razão alguma para submeter-se ao batismo praticado por João. Não tem necessidade de renascer, de lavar-se de um ser antigo, de atravessar as águas mortais. E o batismo de João, não foi dado «em remissão dos pecados»? Ou seja, para superar a divisão entre os homens e Deus? Pois esta divisão não existe em Jesus; ele não tem necessidade de nenhum êxodo para entrar numa nova vida. João diz bem quando afirma não ser digno nem mesmo de baixar-se para desamarrar as sandálias de Jesus. Ora, quando é que desamarramos as sandálias, senão ao fim da marcha? No fim do caminho percorrido para se entrar na vida nova? E quando Jesus irá terminar o seu percurso terrestre, senão no dia da Ressurreição? O relato de seu batismo é uma espécie de antecipação pascal: sua «vida pública» é enquadrada por estes dois relatos da passagem pela morte, simbólico o do início e real o que vem depois. O próprio Jesus vai falar da sua paixão como de um batismo com o qual deverá ser batizado (Marcos 10,38 e Lucas 12,50). O homem que ressurgirá das águas mortais será verdadeiramente um homem novo, e definitivo: o “último Adão”, como diz Paulo em 1 Coríntios 15,45. Repitamos; Jesus não tinha necessidade nem do batismo de João nem da passagem através das águas da morte. Veio somente fazer-se um conosco, no sofrimento em que as nossas violências nos mergulharam, para que, com ele, nos fizéssemos também um, em sua nova humanidade recriada, para além das águas da morte.

Este é o meu Filho amado…

Marcos consagra dois versículos apenas às tentações do Cristo. São os que, ausentes de nossa leitura, seguem imediatamente ao relato do batismo. Estas tentações nos dizem que Jesus vai, desde o princípio, afrontar o mal que destrói no homem a sua humanidade e que vai acabar por crucificá-lo. Elas representam uma espécie de chave que permite decifrar tudo o que vai lhe acontecer. Neste contexto, as palavras vindas do céu, «Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu benquerer» são de alguma forma um selo divino, uma marca indelével que dará segurança a Jesus, no decurso de todas as provações que deverá sofrer. É uma iluminação prévia que, apesar de tudo, permitirá conservar a confiança e a segurança. O que quer que aconteça com Jesus, será sempre o amado de Deus e nele será revelado todo o amor de Deus para com os homens, este amor mais forte do que a morte. Não percamos de vista que o que está dito sobre o Cristo vale também para nós. O nosso batismo nos designa também como filhos amados, repletos de todo o amor de Deus. No capítulo 6 da carta aos Romanos, Paulo escreve que é na morte do Cristo que fomos batizados. Pelo batismo e tudo o que ele significa nós «nos tornamos uma coisa só com ele por morte semelhante à sua e seremos uma coisa só com ele também por ressurreição semelhante à sua» (6,5). Todo o início deste capítulo 6 deve ser lido nesta perspectiva. Notemos que o batismo que recebemos já nos inscreve no universo da Ressurreição.

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