Três exemplos que ilustram algumas das faces eticamente sórdidas e tóxicas com que, directa ou subliminarmente, se amesquinha a família enquanto primeira e decisiva instituição referencial.

É aí que medram circunstâncias insólitas, como três situações recentes, que aqui sumario. A primeira, a de um professor de uma universidade pública, “dinamizador do poliamor (!) em Portugal”, que num programa televisivo afirmou que “quando a avozinha ou o avozinho vai lá a casa e a criança é obrigada a dar o beijinho à avozinha ou ao avozinho, estamos a educar para a violência sobre o corpo do outro ou da outra, desde crianças”.
A segunda, a de um inquérito abjecto numa escola pública em que alunos do 5.º ano (nove, dez anos de idade) foram questionados sobre se se sentem “atraídos por homens, mulher ou ambos” e sobre o seu sexo (se é “homem, mulher ou… outro”!), no âmbito de uma “ficha sociodemográfica” (!).
A terceira, a de um novo reality show chamado “Casados à Primeira Vista”, no qual os “concorrentes” vão casar com alguém que nunca viram antes e que só conhecem no próprio dia do casamento.
Estes três exemplos ilustram algumas das faces eticamente sórdidas e tóxicas com que, directa ou subliminarmente, se amesquinha a família enquanto primeira e decisiva instituição referencial.
A família não é um frágil conglomerado de emoções e estados de alma que nos é oferecido por telenovelas e outros produtos de libertinagem.
ANTÓNIO BAGÃO FÉLIX
2 de Novembro 2018
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